quinta-feira, 30 de julho de 2009
quarta-feira, 29 de julho de 2009
Eu tenho tentado, apavoradamente, encontrar um meio, uma razão, uma solução, que me faça um pouco melhor; um pouco mais "aqui", onde eu sempre estive, embora eu tenha me esquecido disso.
Depois de tanta banalidade, aquele maldito antídoto não deveria mais fazer efeito. Eu não sei qual é a minha fraqueza mas, de certo, forte é o que eu não sou.
Isso já deveria ter passado..
Depois de tanta banalidade, aquele maldito antídoto não deveria mais fazer efeito. Eu não sei qual é a minha fraqueza mas, de certo, forte é o que eu não sou.
Isso já deveria ter passado..
"Oh and she's always dressed in white
She's like an angel
And she burns my eyes
Oh and she turns
She pulls a smile
We drive her round
And she drives us wild
Oh and she moves like a little girlI become a child, man
She moves my world
And she gets splashed in dating turns away
And leaves me standing.."
[Damien Rice]
She's like an angel
And she burns my eyes
Oh and she turns
She pulls a smile
We drive her round
And she drives us wild
Oh and she moves like a little girlI become a child, man
She moves my world
And she gets splashed in dating turns away
And leaves me standing.."
[Damien Rice]
domingo, 26 de julho de 2009
"Eu me lembro do vazio tão nitidamente como me lembro do rosto dela. Eu me lembro da luz na minha espera exagerada e incoerente; dos seus olhos em mim como se quisessem penetrar um sinal em meus sentidos. Eu me lembro do quanto eu a desejava, até mesmo quando ela não parecia existir.
Eu a vi, perto dos meus olhos, enquanto eles estavam fechados; apenas enxerguei sua luz, pois o seu rosto eu não conhecia; eu podia sentir sua alma, como um fogo, como uma luz ofuscante, e isso bastava; eu a reconhecia.
Eu senti minhas mãos queimarem ao tocar seu rosto e meus lábios sorriram de dor. Eu via os olhos dela em mim, como se quisessem dizer que nunca deixariam de me observar, de dentro pra fora, como naquele instante. Senti a dor em seu sorriso enquanto eu notava que ela me observava por dentro e sentia em si o vazio que havia em mim. Eu só pude querer que ela parasse de me reconhecer, assim como eu fazia antes de dormir; eu só pude querer que ela parasse de me enxergar como ninguém mais era capaz; eu só pude querer que ela não descobrisse o que havia por trás do meu sorriso externo, pois ninguém, além dela, podia ver o quanto ele era vazio.
Meu sangue queimava em minhas veias, a presença dela me invadia, eu tinha medo que ela me roubasse de mim. Foi assim, covardemente, que a perdi. Perdi a luz dos meus olhos e aquele alguém que os habitava. Sim, eu a perdi. Perdi como se eu não tivesse escolha, mas eu tinha e não sei ao certo se me arrependo por não ter acreditado em mim pra que eu as escolhessem. É estranha a dor que sinto em meus olhos, como se eu não pudesse sentir mais nada. Eu desconhecia a luz, pois sempre optei por manter meus olhos fechados, mas você não me fez ter que abri-los pra enxergar, por isso, eles permanecem fechados; eles procuram por você."
Eu a vi, perto dos meus olhos, enquanto eles estavam fechados; apenas enxerguei sua luz, pois o seu rosto eu não conhecia; eu podia sentir sua alma, como um fogo, como uma luz ofuscante, e isso bastava; eu a reconhecia.
Eu senti minhas mãos queimarem ao tocar seu rosto e meus lábios sorriram de dor. Eu via os olhos dela em mim, como se quisessem dizer que nunca deixariam de me observar, de dentro pra fora, como naquele instante. Senti a dor em seu sorriso enquanto eu notava que ela me observava por dentro e sentia em si o vazio que havia em mim. Eu só pude querer que ela parasse de me reconhecer, assim como eu fazia antes de dormir; eu só pude querer que ela parasse de me enxergar como ninguém mais era capaz; eu só pude querer que ela não descobrisse o que havia por trás do meu sorriso externo, pois ninguém, além dela, podia ver o quanto ele era vazio.
Meu sangue queimava em minhas veias, a presença dela me invadia, eu tinha medo que ela me roubasse de mim. Foi assim, covardemente, que a perdi. Perdi a luz dos meus olhos e aquele alguém que os habitava. Sim, eu a perdi. Perdi como se eu não tivesse escolha, mas eu tinha e não sei ao certo se me arrependo por não ter acreditado em mim pra que eu as escolhessem. É estranha a dor que sinto em meus olhos, como se eu não pudesse sentir mais nada. Eu desconhecia a luz, pois sempre optei por manter meus olhos fechados, mas você não me fez ter que abri-los pra enxergar, por isso, eles permanecem fechados; eles procuram por você."
sábado, 25 de julho de 2009
"Eu não queria que o seu dia terminasse pior do que começou, de verdade. E eu espero que as mensagens não te acordem. E sobre as respostas simples, elas não me parecem tão simples quando eu sei bem o que se passa pela minha cabeça. A verdade é que eu te quero, quero que você seja tudo para mim. Quero que você seja a pessoa com quem não vou errar, quero que seja minha e só minha, quero que conheça quem eu realmente sou, quero que me veja como a pessoa mais importante da sua vida. Quero que você não se veja sem mim, quero que faça parte da minha vida e quero fazer parte da sua também. Eu me apaixonei por você e não sei lidar com isso. E eu não quero ter de voltar atrás na minha decisão. Você nunca foi a minha "saída de emergência", você é o meu maior querer desde que te conheci. Isso e um pouco mais. Eu não sei como isso aconteceu, mas eu realmente me pego inventando lembranças contigo, eu não paro de pensar em você."
(07/2009 - 06:13)
Talvez seja bom variar os autores que escrevem nisso aqui!
(07/2009 - 06:13)
Talvez seja bom variar os autores que escrevem nisso aqui!
sexta-feira, 24 de julho de 2009
"Vamos, garota, acabe logo com isso. Me mande embora da sua porta. Você sabe muito bem que eu não mereço estar aqui diante de alguém que tantas vezes passou pela minha porta sem virar os olhos. Vamos, garota, acabe comigo. Você sabe o quanto os meus olhos são capazes de te ferir, então por que ainda sorri?
Sonhe com outras entranhas, consuma outros risos. O que está esperando? Acabe logo com isso. Poupe-me dos passos e do cansaço de voltar aqui outro dia.
A tua sina é ver em mim tudo de mais verdadeiro que alguém conhece de você. Será que você ainda não percebeu o quanto eu tenho feito o que não te agrada? Não é estranho pra você a minha falta de explicações? Caso não tenha notado, eu não tenho tido o que dizer e não confio em você pra que eu passe a ter algo bom pra sussurrar no seu pescoço.
Eu tenho esperado você decidir por mim sobre o meu próprio futuro, mas você não parece notar o espaço que há entre mim e a felicidade. O que te faz agir como se não soubesse a direção dos meus olhos? Você os decifrava até mesmo quando fechava os seus, não me diga que isso simplesmente sumiu de você. Vamos, garota, reconheça o oposto de nós nos meus olhos que já não estão fixos em você, mas esperam por uma resposta.
Eu costumo desejar o que eu não tenho e você sempre soube disso, até mesmo quando eu quis você, então me diga razões pra ser diferente agora? Essa é a minha fuga pessoal, lide com isso da mesma forma que lidei com a fuga que eu sentia na sua respiração enquanto você me olhava naquele verão.
Aprenda a odiar o meu cheiro, o meu jeito, a minha boca e aquele meu casaco. Odeie a minha rua, os meus livros, minha voz e o meu cabelo desajeitado. Aprenda a odiar o futuro do seu passado, só, por me trazer até você e ame-o por me levar embora."
Sonhe com outras entranhas, consuma outros risos. O que está esperando? Acabe logo com isso. Poupe-me dos passos e do cansaço de voltar aqui outro dia.
A tua sina é ver em mim tudo de mais verdadeiro que alguém conhece de você. Será que você ainda não percebeu o quanto eu tenho feito o que não te agrada? Não é estranho pra você a minha falta de explicações? Caso não tenha notado, eu não tenho tido o que dizer e não confio em você pra que eu passe a ter algo bom pra sussurrar no seu pescoço.
Eu tenho esperado você decidir por mim sobre o meu próprio futuro, mas você não parece notar o espaço que há entre mim e a felicidade. O que te faz agir como se não soubesse a direção dos meus olhos? Você os decifrava até mesmo quando fechava os seus, não me diga que isso simplesmente sumiu de você. Vamos, garota, reconheça o oposto de nós nos meus olhos que já não estão fixos em você, mas esperam por uma resposta.
Eu costumo desejar o que eu não tenho e você sempre soube disso, até mesmo quando eu quis você, então me diga razões pra ser diferente agora? Essa é a minha fuga pessoal, lide com isso da mesma forma que lidei com a fuga que eu sentia na sua respiração enquanto você me olhava naquele verão.
Aprenda a odiar o meu cheiro, o meu jeito, a minha boca e aquele meu casaco. Odeie a minha rua, os meus livros, minha voz e o meu cabelo desajeitado. Aprenda a odiar o futuro do seu passado, só, por me trazer até você e ame-o por me levar embora."
quinta-feira, 23 de julho de 2009
Eu não odeio o amor, eu odeio o que fizeram com ele. Eu odeio a complexidade que atribuíram à sua essência pura e simples. Fizeram do amor algo indecifrável, como um desenho abstrato que sopra mais dúvida do que sentimento, quando sua imagem, em si, é uma espécie de sentimento incomum o qual ninguém reconhece, por sempre haver a busca pela complexidade comum nomeada "amor".
Será, assim, tão absurdo amar alguém que não lhe presenteou com um passado longo ou então com pouco mais de dois ou três dias de sua presença?! Por que o amor é assim, tão inatingível?! Ao desejá-lo próximo, afastaram-o da realidade.
No meu mundo, o amor é simples demais e é isso o que o torna completo, intenso. O amor é tão pequeno que cabe num instante, que de tão curto, permite que o amor seja longo. O meu amor é um infinito de fragmentos, é uma incontável desfragmentação de todo sentimento, de tudo o que sinto e sou. O meu amor é o meu afeto súbito pelo desconhecido; a minha saudade pelo que não mais conheço; meu pensamento sobre os que penso que tenho; sobre o que penso que sei; sobre os que penso que gosto. O meu amor é o meu silêncio proposital; meu segredo protetor; meu olhar ao redor daqueles que penso que sinto. O meu amor é a minha palavra rude, inundada de sentimento.
O amor é tão pequeno e intenso que chega a ser impossível imaginá-lo estampado no simples, no recente ou até mesmo no passado, pois sua intensidade ofusca a simplicidade, o que o torna algo complexo demais para ser compreendido, e assim, tão pouco sentido.
Em mim, o amor está tão vivo quanto eu. O que aparenta matá-lo não é a morte da minha alegria explícita mas sim, a morte do amor essencial pelos que dizem sentí-lo em si.
Será, assim, tão absurdo amar alguém que não lhe presenteou com um passado longo ou então com pouco mais de dois ou três dias de sua presença?! Por que o amor é assim, tão inatingível?! Ao desejá-lo próximo, afastaram-o da realidade.
No meu mundo, o amor é simples demais e é isso o que o torna completo, intenso. O amor é tão pequeno que cabe num instante, que de tão curto, permite que o amor seja longo. O meu amor é um infinito de fragmentos, é uma incontável desfragmentação de todo sentimento, de tudo o que sinto e sou. O meu amor é o meu afeto súbito pelo desconhecido; a minha saudade pelo que não mais conheço; meu pensamento sobre os que penso que tenho; sobre o que penso que sei; sobre os que penso que gosto. O meu amor é o meu silêncio proposital; meu segredo protetor; meu olhar ao redor daqueles que penso que sinto. O meu amor é a minha palavra rude, inundada de sentimento.
O amor é tão pequeno e intenso que chega a ser impossível imaginá-lo estampado no simples, no recente ou até mesmo no passado, pois sua intensidade ofusca a simplicidade, o que o torna algo complexo demais para ser compreendido, e assim, tão pouco sentido.
Em mim, o amor está tão vivo quanto eu. O que aparenta matá-lo não é a morte da minha alegria explícita mas sim, a morte do amor essencial pelos que dizem sentí-lo em si.
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