terça-feira, 8 de setembro de 2009

"So why do you fill my sorrow
With the words you've borrowed
From the only place you've know
And why do you sing Hallelujah
If it means nothing to you
Why do you sing with me at all?"

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Now I can breathe.

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Eu tenho tentado, apavoradamente, encontrar um meio, uma razão, uma solução, que me faça um pouco melhor; um pouco mais "aqui", onde eu sempre estive, embora eu tenha me esquecido disso.
Depois de tanta banalidade, aquele maldito antídoto não deveria mais fazer efeito. Eu não sei qual é a minha fraqueza mas, de certo, forte é o que eu não sou.
Isso já deveria ter passado..
"Oh and she's always dressed in white
She's like an angel
And she burns my eyes
Oh and she turns
She pulls a smile
We drive her round
And she drives us wild
Oh and she moves like a little girlI become a child, man
She moves my world
And she gets splashed in dating turns away
And leaves me standing.."

[Damien Rice]

domingo, 26 de julho de 2009

"Eu me lembro do vazio tão nitidamente como me lembro do rosto dela. Eu me lembro da luz na minha espera exagerada e incoerente; dos seus olhos em mim como se quisessem penetrar um sinal em meus sentidos. Eu me lembro do quanto eu a desejava, até mesmo quando ela não parecia existir.
Eu a vi, perto dos meus olhos, enquanto eles estavam fechados; apenas enxerguei sua luz, pois o seu rosto eu não conhecia; eu podia sentir sua alma, como um fogo, como uma luz ofuscante, e isso bastava; eu a reconhecia.
Eu senti minhas mãos queimarem ao tocar seu rosto e meus lábios sorriram de dor. Eu via os olhos dela em mim, como se quisessem dizer que nunca deixariam de me observar, de dentro pra fora, como naquele instante. Senti a dor em seu sorriso enquanto eu notava que ela me observava por dentro e sentia em si o vazio que havia em mim. Eu só pude querer que ela parasse de me reconhecer, assim como eu fazia antes de dormir; eu só pude querer que ela parasse de me enxergar como ninguém mais era capaz; eu só pude querer que ela não descobrisse o que havia por trás do meu sorriso externo, pois ninguém, além dela, podia ver o quanto ele era vazio.
Meu sangue queimava em minhas veias, a presença dela me invadia, eu tinha medo que ela me roubasse de mim. Foi assim, covardemente, que a perdi. Perdi a luz dos meus olhos e aquele alguém que os habitava. Sim, eu a perdi. Perdi como se eu não tivesse escolha, mas eu tinha e não sei ao certo se me arrependo por não ter acreditado em mim pra que eu as escolhessem. É estranha a dor que sinto em meus olhos, como se eu não pudesse sentir mais nada. Eu desconhecia a luz, pois sempre optei por manter meus olhos fechados, mas você não me fez ter que abri-los pra enxergar, por isso, eles permanecem fechados; eles procuram por você."
"I wanna hear what you have to say about me
Hear if you're gonna live without me
I wanna hear what you want
I remember december
And I wanna hear what you have to say about me
Hear if you're gonna live without me
I wanna hear what you want
What the hell do you want?"

sábado, 25 de julho de 2009

"Eu não queria que o seu dia terminasse pior do que começou, de verdade. E eu espero que as mensagens não te acordem. E sobre as respostas simples, elas não me parecem tão simples quando eu sei bem o que se passa pela minha cabeça. A verdade é que eu te quero, quero que você seja tudo para mim. Quero que você seja a pessoa com quem não vou errar, quero que seja minha e só minha, quero que conheça quem eu realmente sou, quero que me veja como a pessoa mais importante da sua vida. Quero que você não se veja sem mim, quero que faça parte da minha vida e quero fazer parte da sua também. Eu me apaixonei por você e não sei lidar com isso. E eu não quero ter de voltar atrás na minha decisão. Você nunca foi a minha "saída de emergência", você é o meu maior querer desde que te conheci. Isso e um pouco mais. Eu não sei como isso aconteceu, mas eu realmente me pego inventando lembranças contigo, eu não paro de pensar em você."
(07/2009 - 06:13)

Talvez seja bom variar os autores que escrevem nisso aqui!

sexta-feira, 24 de julho de 2009

"Vamos, garota, acabe logo com isso. Me mande embora da sua porta. Você sabe muito bem que eu não mereço estar aqui diante de alguém que tantas vezes passou pela minha porta sem virar os olhos. Vamos, garota, acabe comigo. Você sabe o quanto os meus olhos são capazes de te ferir, então por que ainda sorri?
Sonhe com outras entranhas, consuma outros risos. O que está esperando? Acabe logo com isso. Poupe-me dos passos e do cansaço de voltar aqui outro dia.
A tua sina é ver em mim tudo de mais verdadeiro que alguém conhece de você. Será que você ainda não percebeu o quanto eu tenho feito o que não te agrada? Não é estranho pra você a minha falta de explicações? Caso não tenha notado, eu não tenho tido o que dizer e não confio em você pra que eu passe a ter algo bom pra sussurrar no seu pescoço.
Eu tenho esperado você decidir por mim sobre o meu próprio futuro, mas você não parece notar o espaço que há entre mim e a felicidade. O que te faz agir como se não soubesse a direção dos meus olhos? Você os decifrava até mesmo quando fechava os seus, não me diga que isso simplesmente sumiu de você. Vamos, garota, reconheça o oposto de nós nos meus olhos que já não estão fixos em você, mas esperam por uma resposta.
Eu costumo desejar o que eu não tenho e você sempre soube disso, até mesmo quando eu quis você, então me diga razões pra ser diferente agora? Essa é a minha fuga pessoal, lide com isso da mesma forma que lidei com a fuga que eu sentia na sua respiração enquanto você me olhava naquele verão.
Aprenda a odiar o meu cheiro, o meu jeito, a minha boca e aquele meu casaco. Odeie a minha rua, os meus livros, minha voz e o meu cabelo desajeitado. Aprenda a odiar o futuro do seu passado, só, por me trazer até você e ame-o por me levar embora."

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Eu não odeio o amor, eu odeio o que fizeram com ele. Eu odeio a complexidade que atribuíram à sua essência pura e simples. Fizeram do amor algo indecifrável, como um desenho abstrato que sopra mais dúvida do que sentimento, quando sua imagem, em si, é uma espécie de sentimento incomum o qual ninguém reconhece, por sempre haver a busca pela complexidade comum nomeada "amor".
Será, assim, tão absurdo amar alguém que não lhe presenteou com um passado longo ou então com pouco mais de dois ou três dias de sua presença?! Por que o amor é assim, tão inatingível?! Ao desejá-lo próximo, afastaram-o da realidade.
No meu mundo, o amor é simples demais e é isso o que o torna completo, intenso. O amor é tão pequeno que cabe num instante, que de tão curto, permite que o amor seja longo. O meu amor é um infinito de fragmentos, é uma incontável desfragmentação de todo sentimento, de tudo o que sinto e sou. O meu amor é o meu afeto súbito pelo desconhecido; a minha saudade pelo que não mais conheço; meu pensamento sobre os que penso que tenho; sobre o que penso que sei; sobre os que penso que gosto. O meu amor é o meu silêncio proposital; meu segredo protetor; meu olhar ao redor daqueles que penso que sinto. O meu amor é a minha palavra rude, inundada de sentimento.
O amor é tão pequeno e intenso que chega a ser impossível imaginá-lo estampado no simples, no recente ou até mesmo no passado, pois sua intensidade ofusca a simplicidade, o que o torna algo complexo demais para ser compreendido, e assim, tão pouco sentido.
Em mim, o amor está tão vivo quanto eu. O que aparenta matá-lo não é a morte da minha alegria explícita mas sim, a morte do amor essencial pelos que dizem sentí-lo em si.

domingo, 5 de abril de 2009

Aquele "outro tempo" realmente começou. Ainda não sei distinguir crescimento de mudança. Meus dias aparentam não significar, e o que neles acontece não tem dito à mim quem eu me tornei.
As minhas perdas, as quais já perdi outras tantas vezes, não me perecem mais tão dolorosas. Talvez seja de mesma dor, mas quem não as sente com a mesma fatalidade, sou eu.
Eu- fortemente fria ou friamente forte?
Reconheço-me agora como um plano futuro, plano esse sonhado pela vida e dado à mim sem nenhum questionamento. Meus passos me guiam e eu não os controlo mais como antes.
O futuro está em meus olhos, escondido nas entrelinhas de tudo que digo e pratico. Me arquiteto novamente a cada dia para que meu passado não me derrube. As ruínas do meu passado ecoam no espelho onde o deixo refletir em mim, pra que eu o veja, não como um reflexo de minha imagem íntegra mas como parte do que a fez nova.
Tudo o que vejo naquilo que transmito são indícios de um crescimento pessoal resultante da minha busca incansável por refúgios particulares, capazes de me fazerem fortes como nunca fui, como nunca respirei em paz o bastante para ser.
Fortaleza sentimental, frágil porém resistente. O mundo em que vivo me afeta diretamente as veias, faz circular em mim fragmentos de seus distúrbios e felicidades, mas não atingem meu coração. O sangue que o bombeia vem de mim, daquilo que me fez e me permite ser forte.
Meu coração anda bem seletivo..
As emoções são calculadas conforme a força que elas exigem, quando exigem demais, eu as deixo circular por meu sangue e, se forem realmente fortes o suficiente, permito que pulsem meu coração intocável.
O mundo que construí é o mundo que me abriga, completa e só. No mundo em que meu mundo foi criado, as marcas são como flores de um quintal e eu já não posso mais morar ao redor delas pois ganhei forças pra não mais cuidá-las e então resolvi deixá-las morrer para poder assim, me mudar para um mundo meu, feito de minhas próprias marcas e flores.
Confesso que sinto como se eu não morasse, realmente, aqui. Muitas coisas faltam dentro dessas quatro paredes invisíveis mas já é hora de saber que tais coisas, daqui pra frente, sempre irão faltar.
Me dói saber que embora não aparente estar completo, esse lugar possui tudo o que nele cabe e eu..estou em casa.

domingo, 22 de março de 2009

Tudo o que eu sinto agora é inteiramente o que mais me causa uma necessidade ardente de repudiar. Essa maldita porta, aberta na minha cara, me deixa cada vez mais com frio e eu odeio o vento estranho que ela deixa entrar. Eu odeio tantas coisas nesse exato momento que nem ao menos me recordo dos dias em que amei.
O ódio quando é intensificado e depositado em apenas alguns segundos é muito mais farto emocionalmente do que mil anos vivendo o amor. O ódio é um estagio excessivo composto de emoções fragmentadas. Nesse instante, eu o sinto.
(...)
Nesse instante, já não o sinto mais. Quando isso acontece, sei que tenho somente duas opções: o vazio ou o desejo.
Mesmo sentindo um vazio em tudo que nesse segundo me colore a mente, eu ainda odeio o vento que entra pela porta. Ele me invade e eu me sinto vazia demais pra deixá-lo roubar o pouco que me resta.
Talvez tudo o que eu mais precise agora é de um segundo em segurança pra chorar. Mesmo não encontrando motivos certos pra isso, faço do mundo o meu motivo. O mundo que me refiro é o meu e ele está, ocultamente, incompleto. Eu sei que está, eu sei o que nele falta e chorar é a maneira sutil de me culpar por isso. Cansei de esconder que o meu próprio mundo me cansa. Ele me esgota de tanto que me exige, me cobra. Esse mundo não é "aquele", é "esse". Esse mundo sou eu. Liberdade pra fazê-lo completo não é algo atingível no mundo em que eu me resumo, pois a maneira como eu mesma me cobro é a mais eficaz de me acorrentar em mim.
Alguém pode me explicar, de uma forma diferente da mais óbvia e suposta por todas as palavras que soam com esse propósito, o que aconteceu comigo? Com os meus sentimentos?
Eu não me permito mais sentir. Eu mal supunha que um dia poderia possuir um escudo tão potente capaz de afastar sentimentos de maneira quase que irracional, com o intuito de proteger a mim e ao meu coração recém montado. De que adianta, quando o que realmente parece acontecer é o contrário do que deveria? Proteger meu coração é também esvaziar meu mundo. Não sei ao certo o preço que eu pago protegendo algo que por tantas vezes eu mesma quebrei, mas posso supor que ele é alto, tão alto que posso sentir o seu gosto amargo.
Embora aparente, "eu não sou tão triste assim é que hoje eu estou cansada"...

sábado, 7 de março de 2009

Eu sempre soube que seria difícil, sempre foi muito claro pra mim que reconstruir ou continuar seria algo que exigiria muita persistência e acima de tudo, coragem da minha parte. Persistência talvez eu tenha de forma moderada mas coragem é o que me falta. Talvez, só nesse caso.
Me falta coragem pra abrir os meus cadeados, os meus feixes. Me falta coragem pra saber que terei de passar por um começo novamente, e talvez, por um fim. Acho que, na verdade, isso tudo é medo.
Parece que tudo é sempre culpa do meu medo de perder e ganhar no futuro porém eu me esqueço do quanto esse medo tem me feito perder e ganhar do mesmo jeito ou talvez, de uma forma pior pois eu não me permito lutar contra a perda, eu, simplesmente, aceito tudo me forçando sempre a pensar em culpar o destino por isso.
A minha conformação é uma farsa. Eu não me conformo e fingir o contrário tem sido como enganar a mim mesma sendo que até nisso estou fracassando.
O que é mais um fracasso quando se comete vários ao longo do dia? Fracassos comigo mesma, com a minha felicidade.
É tão difícil de achar o que procuro que chego até a supor que não sei exatamente o que espero encontrar. As vezes, isso vai além de uma suposição e então passo novamente a mentir, sem sucesso, pra mim mesma e me forço a mudar de foco dizendo baixinho que "pensarei nisso depois".
O problema é que esse "depois" sempre chega e eu nunca sei o que pensar. Na verdade, não tenho em quê nem em quem pensar.

terça-feira, 3 de março de 2009

Me deixa falar de você? Falar de mim? De como eu estou diante do que você se tornou, do que a vida te fez e eu não vi, por estar distante por tempo demais.
É mesmo necessário dizer que perdi muito de você? Que perdi seus sonhos, suas conquistas, seus dias turbulentos e emocionais, seus segredos, sua companhia, seu colo..
Perder você de vista é como te deixar levar algumas das minhas partes. As mais puras, talvez. Aquelas que você sabe exatamente como guardar, por conhecê-las tão bem a ponto de não permitir que o tempo ou qualquer outra coisa que passe por nós, mude-as.
Segundo a vida, quem perde também ganha e eu ganhei muito por te ver ganhar.
Meu amor, como você cresceu.. Onde eu estava que não vi?
Perto ou longe dos meus olhos, me orgulho por te ver tão fiel às suas ideias, tão convicta em seus pensamentos, sentimentos. Se lembra de quantas vezes as nossas palavras misturavam os nossos sentimentos? Sim, aqueles sentimentos que falávamos com tanta frequência ao escrever do futuro que, de certo, nos esperava. Pois é, minha pequena, aquele tal futuro é o nosso "hoje" e o tempo não esperou os nossos passos lentos, devido aos nossos sentimentos extremos, chegarem juntos ao mesmo ponto.
Pontos, virgulas, entonações.. É incontável o numero de vezes que senti orgulho de você, não só por me sentir responsável por um milésimo da maturidade que os meus olhos vêem em ti mas também em ver a sua maneira de se encontrar em um meio que, sutilmente, eu te apresentei, moldado pelas minhas idéias.
Eu amava saber do quanto você queria se espelhar em mim, mais odiava supor que isso pudesse acontecer. Eu queria mesmo era ver você crescer, ver sua mente e seus passos voltados pra um mundo construído por você, onde você fosse forte o suficiente para impor a você mesma suas próprias regras, sem que o mundo te influenciasse. Eu queria que você fosse como eu esperava de mim no futuro que hoje a gente vive. Eu, por truques e golpes contra mim mesma, não soube crescer da forma que eu esperava, mesmo tendo crescido em outros ângulos e me feito forte da mesma maneira. Por algum tempo me esqueci do que um dia eu desejei ser e acabo de me lembrar lendo você nas suas próprias frases e você não imagina o quanto isso me faz, inenarravelmente, feliz mesmo que eu tenha perdido parte do ontem que te fez assim, minha Nathalia..

"Todo mundo diz que estou melhor mas você me conhece bem."

domingo, 1 de março de 2009

Eu queria mesmo era guardar você dentro da minha gaveta de recordações porque, pensando bem, você nunca passou de uma recordação barata de uma realidade que nunca existiu além de nas minhas fantasias. Só minhas, mesmo que nelas existisse alguém, o qual, fora delas, nunca foi meu.
Excesso de desejo é uma espécie de fuga imediata. Desejo contínuo é como uma luta contra si mesmo, onde perder e ganhar possui um preço equivalente. Quando se tem alguém, perde-se de si. Quando se tem de si, perde-se alguém. É uma escolha que exige precisão, pois é você quem decide que lado seu irá perder ou ganhar, mesmo sabendo que é impossível ganhar sem perder ou perder sem ganhar. Talvez um lado ganhe mais ou talvez, perca. Quando se tem alguém, perder de si torna-se quase necessário mas quando perde-se alguém, perder de si é inevitável.
De nada adiantaria apagar as palavras ditas pelo meu próprio excesso a fim de convencer alguém do quanto ele me fazia querer, desde um olhar à um futuro, porque quem deseja algo uma vez fica marcado por essa espécie de sede não saciada. Mesmo que negativamente, tais marcas surgem em prol de uma nova visão sobre perder e ganhar de si ou de alguém.
Até onde vai a capacidade humana de se prender em algo passado, como se o presente fosse um dependente quando na verdade, alguém o faz? Parece que quanto mais impossível, mais saboroso é o amor. A impossibilidade ou até a dificuldade, nesse caso, nos priva de outros mil sabores que existem além, ou até mesmo, por trás do amor e só é possível sentí-los quando o seu presente não é um dependente do seu passado. O passado que é presente tem gosto comum e por isso temos medo de provar outros sabores pois há a possibilidade de serem ruins, mesmo havendo o mesmo número de chances de serem bons porém diferentes do de nosso costume.
Personalidade é como sabor, encanta uns e desagrada outros.
Sobre a minha, eu posso dizer e digo que ela é azeda mas muito doce quando é doce.
"Livros, testamentos, folhas de jornal.
A vida é curta, mas não é pouca.
Máquina do tempo, bola de cristal.
Sobrenatural é eu saber que não serei pra sempre assim.
Me destaco de um álbum de fotografia antigo pra lembrar de mim.
Dizem que fiquei fora por tempo demais e que aquele "agora ou nunca" ficou pra trás. O que não disseram é que voltei diferente e que o meu agora é daqui pra frente. Nada me amarra, passado é propulsão. Todos os meus caminhos começam com um pé no chão.
Hoje quando o sol saiu eu resolvi voltar.."

domingo, 22 de fevereiro de 2009

Sinto como se por algumas horas, eu tivesse estado dentro de uma música. Talvez, a minha preferida. A tal me seduziu, deu aos meus sentimentos o tom de sua melodia, me fez agir conforme o seu compasso e então, acabou. Parou de tocar. Me trouxe novamente pro meu próprio compasso, firme e um tanto quanto desordenado. A musica que me envolve agora, é o simples sussurro da minha respiração. Ontem, sim mas hoje isso não me bastou.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Chega a ser impossível controlar as milhares de borboletas que passeiam entre a minha garganta e meu estômago. Algumas delas surgiram no segundo em que o meu passado de perto. Perto a ponto de tirar a venda dos meus olhos, que no caso, ele mesmo vendou. Foi como acordar de um sonho onde o meu quarto era um céu de estrelas e então me deparar com uma realidade de livros e estantes com um céu enquadrado na janela. Dois segundos depois de encontrar o meu passado na esquina daquela rua em que ele passou comigo, sorrindo nos tempos em que era presente, pisquei os olhos com rapidez pra ter certeza de que aquela luz não era mais escuridão nem sonho. Considero a minha noite em claro uma adaptação. Meus olhos ainda ardiam com a realidade pois ela era então, clara e óbvia demais. Quando meus olhos pesaram e me fizeram ceder, tive medo de sonhar. Pela primeira vez em algum tempo, não sonhei com o meu passado pois ele, definitivamente, havia passado por mim naquela rua e eu o havia deixado ir. Sem hesitar, sem ter que controlar a vontade de puxá-lo com força pra ver se ele ainda cabia nos meus braços, pois eu sabia que ele não era mais certo pra mim e nem mais "feito pra caber nos meus abraços".
Embora a claridade ainda me ardesse os olhos, eles ainda não estavam contentes com o brilho das coisas e então decidiram querer algo mais brilhante. Mais que a realidade, mais que a vontade de estar só, que era consideravelmente grande. Há uma falta, que a solidão que completa quem deseja estar só, não supre e essa falta pode se resumir em planos, suspiros ou vontades incontroláveis de ver seus olhos nos olhos de alguém. Dizem que quando voamos alto demais, a queda é sempre mais dolorosa porém "cair" é o verbo que mais conjuga o mundo nesse exato segundo, então eu me pergunto: por quais motivos eu não me permitiria cair de amores por alguém?
Sendo isso algo já, em partes, ocorrido, não vejo mais motivos pra controlar o meu desejo. Não vejo nada capaz de me desfocar dele a não ser que quem o motiva me leve além das expectativas, o que não me parece difícil.
Considerando que a cada 5 segundos, mais borboletas surgem entre o meu estômago e minha garganta, é totalmente óbvio que esse meu "querer" é como um combustível à elas, que faz com que me deixem cada vez mais desesperada, com pressa de satisfazer meus olhos que só me mostram o quanto falta você dentro deles, pelo menos nesse exato momento. Talvez eles digam melhor o que, em algum tempo, meu medo de convencer a mim me fazia calar. Não tenha dúvidas de que eles dirão que..eu te quero e isso tem sido um combustível pra mim e minha borboletas. Como você já é um combustível, eu não diria no meu estado normal, que você é também uma droga..daquelas que alucinam e viciam, mas como estou no meu estado alterado (por você) digo que se você ainda não é uma droga pra mim, há em mim esse desejo.

domingo, 1 de fevereiro de 2009

As vezes sinto como se estivesse dentro de um círculo, onde os fatos estivessem rodando dentro dele como eu e me abordando ocasionalmente, me inundando de tudo o que o passado deixou e do que o presente ainda me promete, por dívida ou por destino.
Queria ter o poder de colocar as vírgulas e os pontos onde, aos meus olhos, estariam "justos e perfeitos", onde eles não pudessem trazer nenhum sofrimento, mas no entanto, sinto a necessidade de deixá-los livres pra trazerem boas lições pros que sofrem com eles.
Dizem que uma pessoa, no tempo presente, é a soma de seu passado com os seus planos pro futuro..pois é! Tenho tido provas disso sem precisar buscá-las em motivos específicos ou fatos que as justifiquem pois elas estão na minha vida agora, dentro dos meus olhos atentos pro mundo novo que eu acabei de descobrir, pras possibilidades que ele me trouxe juntamente com um alguém que ha poucas horas eu decidi buscar em mim, baseado no meu passado fazendo um "meio eclipse" com o meu futuro a ponto de quase serem a metade um do outro. Entre todas as coisas que minha vida, minha mente e meus sentidos emocionalmente dirigidos sentem necessidade, a serenidade é o que me acompanha em todas as Camila's que eu desejei e desejo ser, embora a inteligência racional e emocional seja a segunda grande "meta", serenidade supera todos os meus desejos relacionados ao meu próprio ser, ainda "pequeno" diante da vida que ele deseja.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Sinto como se certas coisas estivessem me invadindo a ponto de me roubar pensamentos e desejos naturalmente e frequentemente.
De um lado, frenesi e órbita. De outro, falta e vazio.
É incrível como a vida se equilibra, mesmo sendo o acaso responsável pelas vezes que perco e ganho, ele sempre me entrega alguma coisa, me tirando outra. Embora perder e ganhar faça parte das escolhas que somos obrigados a fazer, posso dizer que dessa vez a escolha não parece ter sido minha.
Minha capacidade de "não pensar" é sempre rompida por aqueles lugares que já foram os "de sempre", as horas que já foram "completas" e que hoje são vento e silêncio..e ah, as músicas.
Uma música é como um exercício de completar lacunas, sempre existem espaços em branco ou um espaço qualquer pra ser preenchido pelos nossos pensamentos que transbordaram da mente. As vezes prefiro que eles fiquem no fundo do meu copo mental, pois há perigo demais em deixá-los transbordar. Geralmente, transbordam nos olhos ou então, em música. Letras, frases, compasso e melodia - o que tem de tão obscuro nisso pra me fazer pensar e automaticamente, sofrer? Ok. Músicas são apenas músicas e não um mar salgado e fundo demais, mas o fato é que algumas músicas são como flores com espinho, lindas porém machucam. Com certas músicas é assim, quanto mais lindas e cheias de significados (pessoais ou não), são maiores as chances de nos machucar, nem que isso aconteça amanhã ou daqui uns anos..músicas sempre serão tristes um dia independente do quanto elas te fizeram bem no presente, que amanhã, já será passado.
Queria mesmo era saber como tampar os ouvidos pra não ouvir as músicas que andam tocando fora e dentro de mim pois elas não cantam, elas gritam a minha saudade de pessoas e épocas que já não cabem mais em suas letras.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Talvez eu realmente esteja esperando demais. O que ontem parecia ser o antídoto perfeito pra minha fórmula pessoal, hoje dissolve-se em fragmentos invisíveis. Ontem, o mundo era invisível. Meus olhos eram cegos. Meu sorriso, raramente os atingia. A partir do momento em que meu coração sentiu que já não havia maneira de se desprender da luz que me cegava, ele desistiu. Tive, então, que fechar os olhos. Fechá-los pro acaso, pra novas expectativas, novos rumos, desejos, novas preferências, padrões pois não era a dor que me obrigava a isso mas sim, a intensidade das minhas apostas e quedas.
Hoje sinto como se eu estivesse acordando devagar, abrindo os olhos lentamente pra uma luz ainda mais intensa do que aquela que eu imaginava ser a minha única e eterna visão.
A claridade fora de mim está cada vez menos ofuscante, ela já não me assusta tanto quanto a 5 segundos atrás. Receio que esse segundo dure tempo demais, pois já não consigo conter a ansiedade de uma nova visão, algo que eu possa enxergar e sentir como se eu tivesse passado séculos esperando por isso, que depois de tanto tempo, eu teria chego ao fim daquele naufrágio e enfim estivesse aliviando meus pulmões ao respirar.
Eu tenho esperado. Eu tenho desenhado sonhos no ar pra que o vento leve. Eu tenho encontrado mil maneiras de escapar.
Eu teria me protegido se tivesse tido chance de escolher.
Tenho esperado por uma porta ou, quem sabe, uma janela. Tais, exatamente, como eu desejei antes de fechar os olhos.
Estive blefando por tempo demais, talvez o suficiente pra quase me auto-convencer. Confesso que não esperava me cansar agora. Depois de tudo que fiz pra me convencer com as mentiras sobre as verdades que eu sempre soube. Cheguei até a pensar que essas já teriam perdido a veracidade até que, como um despertar de um sonho ruim, eu voltei e tudo ainda estava como eu havia deixado. Os mesmo livros ainda estavam na prateleira, as mesmas músicas, as fotos e a mesma garota tímida e frágil que me habitava antes do meu sonho me esvaziar. É confortante saber que ainda sou a mesma, que os livros ainda fazem os mesmos efeitos, que as músicas ainda dizem sobre o passado e sobre o futuro que eu esperava que elas coubessem.
Há algo sussurrando em meus ouvidos, dizendo que o sonho acabou e que a chuva logo irá passar.
Nada pode ser tão ruim agora.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Quando algo te faz constantemente livre de si, como se possuir seu "interior completo" fosse impossível, isso é falta.
Quando tudo parece girar cada vez mais rápido, mesmo com você andando sempre pra trás, no sentido contrário das horas por medo de vê-las passar, isso é falta.
Não sei exatamente o que me falta. Quando essa falta é depositada em algo (ou alguém), ao supri-la, na intenção de me fazer completa, algo continua me faltando.
Sobra espaço, falta vontade. Tudo parece atrasado, e ao mesmo tempo, um comodismo antigo e gasto. Um segundo tem o mesmo peso de um dia, e a razão disso está no fato de parecerem sempre iguais, imóveis. Se minha mente ousa vacilar, se parecem mais com um retrocesso.
Cansei de ter que apertar os "plays" da vida pra que ela se tornasse algo semelhante a um "novo início", quando na verdade, tudo não passa de uma continuação pintada de novo, com tintas que não são à prova d'água, pois bastam algumas lágrimas (até aquelas movidas por excessos de felicidade) pra tudo se dissolver.
Excessos são altamente destrutivos. Se "saber" fosse sinonimo de "compreender", tais excessos não estariam presentes nem em momentos sublimes.
"Tudo que é demais faz mal" - não é isso o que dizem? Pois eu acho que falam demais, assim como eu. Quem poderá dizer sobre algo sem tê-lo mais em sua vida do que em sua mente? Se todos são convictos em relação às consequências dos excessos, por quais razões ainda os cometem? O erro é achar que o que sabemos é suficiente, quando na verdade, sabemos tão pouco. Quando levamos uma rasteira (da vida ou de alguém), temos sempre a sensação de que aprendemos a sentir e agir como se nunca tivéssemos ouvido falar ou pensado em saber sobre o que uma queda é capaz de fazer com alguém.
Mesmo estando em aprendizado constante, continuamos a achar que sabemos o suficiente e então, somos enganados por nós mesmos. Abrimos as asas para um novo início, aquele que a vida sempre guarda pra todas as pessoas que sentem e agem, e esse início vem com uma única definição: Sede de vida.
Sede de vida é, como muitas coisas, uma falta. Falta grave, esperançosa, e ao mesmo tempo, dolorosa como de costume.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

"Daqui desse momento, do meu olhar pra fora, o mundo é só miragem. A sombra do futuro, a sobra do passado assombram a paisagem.
Quem vai virar o jogo e transformar a perda em nossa recompensa?
Quando eu olhar pro lado, eu quero estar cercado só de quem me interessa.
Ás vezes é um instante, a tarde faz silêncio. O vento sopra a meu favor. Ás vezes eu pressinto e é como uma saudade de um tempo que ainda não passou.
Me traz o teu sossego?! Atrasa o meu relógio?! Acalma a minha pressa?! Me dá sua palavra?! Sussurre em meu ouvido só o que me interessa.
A lógica do vento, o caos do pensamento, a paz na solidão. A órbita do tempo, a pausa do retrato, a voz da intuição. A curva do universo, a fórmula do acaso, o alcance da promessa. O salto do desejo, o agora e o infinito.
Só o que me interessa."

(Lenine me descreveu nessa musica.)

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

"Nunca lance um preço se não estiver disposto a perder."

É exatamente assim que as coisas acontecem, quando arriscamos ou decidimos algo, sempre estamos sujeitos a encarar perdas e ganhos, como num jogo onde a próxima casa é decidida na sorte. Na minha vida, esse jogo funciona do meu jeito e os dados estão nas minhas mãos, eu decido quando e por quais razões jogá-los.
A questão é: há quanto tempo não me sujeito a jogá-los de maneira que possam me comprometer?
A resposta é evidente e um tanto covarde. Eu simplismente não me arrisco a jogá-los.
Procuro fugir de todas as casas, desse jogo de espectativas, que podem um dia me derrubar, mesmo que pra isso eu tenha que arriscar milhares de sorrisos ou até poupar o acaso de me fazer surpresas embora estas continuem acontecendo, mas por ordem do destino e não por uma escolha minha.
A regra é clara: não comece um novo jogo sem estar devidamente preparado pra vê-lo acabar.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Digamos que renunciar uma escolha não é uma das saídas mais fáceis que eu poderia dispor nesse exato momento, mas talvez seja a melhor maneira de saber realmente do que a minha felicidade precisa pra se estabilizar. Sei que tenho milhares de decisões e escolhas que deveriam anteceder aquelas que ando pensando com mais frequência, colocando em primeiro plano como se tudo o que acontece e o que pode acontecer dependesse de uma única cartada. Mas sei também que só com essas milhares de outras decisões estarei completa o suficiente pra ser feliz do meu jeito, embora eu esteja omitindo aos meus sentidos sobre a importância delas, concentrando a minha garantia de felicidade em uma única escolha . Não sei se é mesmo um capricho, daqueles que derrubam o nosso orgulho, aquecendo as nossas lembranças, congelando os nossos planos e queimando as nossas idéias.
E se eu estiver enganada? Quantos dias terei que perder até que eu consiga consertar as coisas, depois de destruí-las com as minhas próprias mãos, cegas, como fiz dos meus olhos ao vendá-los por você?
Se eu estiver errada, agora ou daqui a mil anos..quem sabe eu não seja forte o bastante pra renunciar as minhas escolhas novamente.